Submissão traz autoridade

Quando o centurião pede a Jesus que cure seu criado, ele pede que Jesus dê apenas uma ordem, sem precisar ir à sua casa, pois via Jesus sob a autoridade de Deus Pai. A declaração do centurião impressionou a Jesus, pela clareza de seu entendimento sobre o princípio da autoridade. Ele começa falando sobre submissão, para então delimitar a autoridade.

O centurião comandava cem soldados, mas ele começa esta afirmação pela submissão que tinha. Ele diz: “sou homem sujeito à autoridade (do imperador César e também de seus superiores), e por isto digo a este soldado “vá, e ele vai”. Com isto, ele estava afirmando que Jesus poderia dar uma ordem à enfermidade e ela obedeceria, pois Jesus estava visivelmente submisso à autoridade de Deus Pai.

Deus sempre levantou novos profetas a partir dos discípulos dos profetas. Por que? Porque estavam submissos à autoridade dos profetas, e por isto acabavam recebendo autoridade das mãos de Deus.

Ninguém se submeteu mais à autoridade de Deus Pai do que o Senhor Jesus. Ele se esvaziou ao máximo: da posição mais elevada à posição mais humilhada. E foi condenado à cruz. E a medida de sua sujeição determinou a medida de sua autoridade. Ele declara, após a morte e ressurreição: “Toda autoridade me foi dada, nos céus e na terra”.

Quanto mais você se sujeita à autoridade delegada, mais recebe autoridade de Deus. Os discípulos dos profetas herdavam sua autoridade por terem se submetido a ela. Nunca haverá autoridade do Reino de Deus em nós, se não estivermos submissos à autoridade dos nossos líderes.

O reino das trevas teme a autoridade do Reino de Deus, e se apavora quando alguém se submete de coração à autoridade de seus líderes na igreja. Todo discípulo que obedece a Deus e à sua liderança recebe autoridade genuína de Deus, e representa uma ameaça contra as trevas.

Por esta razão, o maligno se esforça tanto para nos fazer transgredir a Palavra de Deus e para nos fazer rebelar contra nossos líderes. Seu objetivo é apenas um: retirar-nos da hierarquia do Reino de Deus, e consequentemente nos deixar sem autoridade contra ele. Toda proposta maligna para pecarmos, resistirmos a nossos líderes ou nos afastarmos da igreja, visa retirar nossa autoridade.