Amar é uma escolha que fazemos de sustentar as escolhas do outro

Amar não é juntar, aglutinar, mas separar. O verdadeiro amor mantém e preserva a individualidade entre as pessoas. O que destrói o amor nos relacionamentos é o desaparecimento das diferenças. Algumas pessoas vivem crises terríveis nos seus relacionamentos porque não conseguem entender que cada indivíduo é diferente um do outro; sentem-se sufocadas e não conseguem viver o “eu”, o “tu” e o “nós”.

Todo ser humano foi criado por Deus com individualidade e identidade especial para que possa desenvolver seu potencial único no meio da diversidade. Até as crianças nascidas de um mesmo parto, procedentes ou não de um mesmo óvulo, possuindo ou não traços físicos idênticos, possuem sua própria personalidade e individualidade.

Cobrar das pessoas que amamos afinidades de gostos e pensamentos é algo doentio. Uma ligação simbiótica prolongada impede as pessoas de construírem sua própria identidade e de se realizarem como indivíduos diante de Deus e dos homens. Quem ama de fato sabe a hora de cortar o cordão umbilical para que o outro encontre seu papel no mundo. Isso vale para o relacionamento entre esposo e esposa, pais e filhos, pastor e ovelhas, e entre amigos. O verdadeiro amor se alegra com a realização do outro como pessoa e não exige submissão doentia.

Relacionamentos maduros e saudáveis são libertadores e valorizadores das diferenças. Permitem que as pessoas escrevam sua própria história sem manipulação e controle emocional. Amar é uma escolha que fazemos de sustentar as escolhas do outro, mesmo que a principio discordemos delas. Podemos opinar e aconselhar, mas a decisão final da pessoa deve ser respeitada e nunca manipulada.

O amor praticado por Jesus e Paulo era inclusivo, abrangente e alargado. A fonte desse amor era o próprio Deus que derramou seu amor em nossos corações por meio do Espírito Santo a fim de que amemos como Cristo amou: servindo com generosidade e não manipulando as pessoas em prol de nós mesmos. Para que o amor divino flua em nós como fonte de água viva devemos permitir que a verdade da Palavra nos cure das feridas do passado, de rancores e falta de perdão, de problemas mal resolvidos em nossos corações.

Não espere ser amado primeiro para depois começar a amar. Lembre-se de que Deus já nos amou primeiro e já derramou seu amor em nossos corações por meio do Espírito Santo. Se você tem Cristo, você tem o amor de Cristo e pode começar a amar. O amor corre o risco de ser ferido, mas Jesus nos avisou que no mundo teríamos aflições, mas que tivéssemos bom ânimo, pois nele seríamos mais que vencedores. Quem se recusa a amar é como a ovelha que não quer perder sua lá e depois perde sua própria vida. Quem se enclausura em fortalezas interiores para não ser magoado ou desprezado priva a si mesmo de experimentar o verdadeiro amor em Deus e de desenvolver relacionamentos sadios com outras pessoas.

O amor de Deus em nossas vidas nos ajuda a amar até as pessoas mais difíceis de ser amadas, pois o amor de Deus é paciente e nos ajuda a controlar nosso comportamento em relação aos outros. Para amar não precisa sentir, mas agir e reagir da forma correta com nosso próximo. Aja corretamente em relação ao outro sem esperar nada em troca e ore ao Pai Celeste que tudo vê e tudo conhece. Persevere em amor e você ficará surpreso com o que pode acontecer. Ame sem cobrança e sem manipulação seu cônjuge e deixe Deus fazer tudo belo a seu tempo em seu casamento. Ser dominado pelo amor de Cristo é a chave para seu crescimento e o sucesso de seus relacionamentos.

A Bíblia diz que o verdadeiro amor lança fora todo o medo que produz tormento. O oposto de amor, portanto, não é ódio, mas medo. Quem se deixa ser tosquiado ou podado pelo Senhor saberá o que é sentir-se leve e sem culpa, sem medo de enfrentar as correntezas da vida. Entre livre de ressentimento e mágoa nas águas profundas de Deus e encontrará novas pastagens do outro lado do rio. Não espere amor dos outros, mas receba de Deus o amor para fazer diferença na vida de seus familiares e amigos. Doenças mentais e emocionais, fortalezas e prisões, tudo isso desmorona diante da grandeza do amor divino. Pequenos gestos com amor – um sorriso, um carinho, um abraço, um ombro amigo – podem quebrantar o mais duro coração.

É melhor amar, mesmo correndo o risco de ser ferido ou traído, do que se enclausurar em suas fortalezas e desistir de amar. Deus nos criou para ministrar amor na vida das pessoas, mesmo que às vezes sejamos feridos por amar demais. Jesus, à beira da morte e da traição, lavou os pés dos discípulos; e entre eles havia um traidor e um amigo que logo iria negá-lo. Decida a fazer o bem sem olhar a quem e em pouco tempo vai sentir-se curado de suas carências e doenças emocionais. Pergunte a si mesmo: Em que área deve ser aperfeiçoado? Do que deve abrir mão? De quem precisa se separar? Escolha hoje o caminho do amor para andar.