Como você lida com as transições da vida?

O desenvolvimento da liderança passa por ciclos. É normal atingir seu ápice no inicio e depois haver uma queda de rendimento e a seguir voltar a crescer e a se estabilizar. Na terapia, esse processo é chamado de homeostase. É semelhante a um barco à vela que balança com o continuar. No gerenciamento de uma igreja ou empresa, homeostase constante produz prejuízo, mas se houver um crescimento contínuo a organização encontra seu equilíbrio por meio de novo crescimento. Uma estagnação de dois anos, por exemplo, produz a tendência de queda livre. Esse é o ciclo normal das coisas. Para que isso não aconteça é necessário dar objetivos, tirar ela da comodidade, evitando que a pessoa entre nessa curva descendente.

É natural que o ser humano tenha medo da perda e do fracasso, pois somos educados e treinados apenas para o sucesso. Contudo, esse tipo de sentimento é algo que, por mais que você queira ficar livre, não vai conseguir. Isso é, em muita medida, pelo nível de cobranças interna e externa. A cobrança externa é aquela vinda das outras pessoas ao seu redor. E a cobrança interna é a autocobrança. A pessoa que lida bem com a cobrança externa é porque já tem um nível alto de cobrança interior. Já a que não lida bem com a cobrança interior, também não lida bem com a cobrança externa.

A igreja passou por uma transformação muito grande nos últimos anos. Boa parte das pessoas que está na igreja hoje já conquistou seus sonhos. Ela queria ser líder e já conseguiu, outros alcançaram até mesmo estágios mais elevados de liderança, como o pastorado e bispado. E quando a pessoa chega ao patamar de liderança que ela almejava, inconscientemente, ela começa a trabalhar para manter o que já conquistou e se esquece de avançar. Só que quando alguém corre apenas para manter o que conquistou, ela começa a perder. A única maneira de não perder e não cair nessa curva é continuar crescendo, que na prática, significa continuar arriscando. Mesmo que a pessoa tenha uma perda consistente, se ela estiver em movimento contínuo, não parar, essa perda não vai ser permanente, será algo apenas transitório.