Deveríamos ser alfabetizados emocionalmente já na escola

Semana passada mostrei uma lista que reúne algumas características de alguém com alta inteligência emocional. Se você não identificou nenhuma delas em sua vida, não fique triste, pois todos esses atributos podem ser adquiridos ou aprendidos, mesmo que na fase adulta.

Goleman acredita que deveríamos ser alfabetizados emocionalmente já na escola, assim seríamos pessoas melhores e também seríamos poupados de dissabores. Ele aponta os seguintes benefícios percebidos em crianças cujas escolas adotaram projetos de alfabetização emocional:

Autoconsciência emocional

  • Melhora no reconhecimento e designação das próprias emoções;
  • Maior capacidade de entender as causas dos sentimentos;
  • Diferenciar sentimentos e atos.

Controle de emoções

  • Melhor tolerância à frustração e controle da raiva;
  • Menos ofensas verbais, brigas e perturbação na sala de aula;
  • Maior capacidade de expressar adequadamente a raiva, sem brigar;
  • Menos suspensões e expulsões;
  • Menos comportamento agressivo ou autodestrutivo;
  • Mais sentimentos positivos sobre si mesmo, a escola e a família;
  • Melhor no lidar com a tensão;
  • Menos solidão e ansiedade social.

Canalizar produtivamente as emoções

  • Melhor comunicabilidade;
  • Maior capacidade de se concentrar na tarefa imediata e prestar atenção;
  • Menor impulsividade, mais autocontrole;
  • Melhores notas nas provas.

Empatia: Ler emoções

  • Maior capacidade de adotar a perspectiva do outro;
  • Melhor empatia e sensibilidade em relação aos sentimentos dos outros;
  • Melhor no ouvir os outros.

Lidar com relacionamentos

  • Maior capacidade de analisar e compreender relacionamentos;
  • Melhor na solução de conflitos e negociação de desacordos;
  • Melhor na solução de problemas em relacionamentos;
  • Mais assertivo e hábil no comunicar-se;
  • Mais benquisto; amistoso e envolvido com os colegas;
  • Mais procurado pelos colegas;
  • Mais preocupado e atencioso;
  • Mais “pró-social” e harmonioso em grupos;
  • Maior partilhamento, cooperação e prestatividade;
  • Mais democrático no lidar com os outros;