Especial Dia dos Pais – Que tipo de pai é você?

No relacionamento com os filhos existem pontos cruciais para a formação e educação dos mesmos. É preciso ensinar, treinar e disciplinar. Durante o processo de ensino dos filhos, alguns pais se destacam na educação, alguns com bom êxito, outros nem tanto. É preciso descobrir que tipo de pai você tem sido.Descubra se você está dentro de um desses perfis:

  • Pai simplista: É o pai que não dá importância, ignora ou banaliza as emoções e as ações positivas ou negativas da criança. Ele crê que, porque foi criado sem que seus pais se importassem com suas emoções, seus próprios filhos tampouco não têm esse direito. Esse pai, quando a criança faz “birra”, simplesmente a ignora e a larga de lado. Ele não vai em busca de uma resposta. Não questiona se ela está fazendo algo errado, ou se há algo fora do normal com a criança. Ele aceita tudo como se fosse normal.

O pai simplista ridiculariza ou faz pouco caso das emoções da criança, porque não consegue lidar com emoções, não foi treinado para isso. Ele também demonstra pouco interesse no que a criança quer comunicar, e acha que ela será criada pelo mundo. Sente-se constrangido, assustado, ansioso, magoado, espantado com os sentimentos da criança, principalmente os negativos. Infelizmente, não somos treinados para conviver com os sentimentos negativos das crianças, mas eles sempre estarão presentes.

Este tipo de pai acha que as emoções negativas são prejudiciais, que a criança sempre tem de rir para todo mundo. Entenda que quem precisa ser social é o pai, não a criança. Você deve ensiná-la a ser educada, mas tudo tem seu tempo. O pai simplista não tenta resolver o problema com a criança, pois acha que o mesmo vai se resolver com o tempo. Problemas não se resolvem com o tempo, eles tendem a piorar. Problemas só são resolvidos com conversa.

Quais são as consequências de ser um pai simplista para as crianças? Ele faz com que a criança aprenda que seus sentimentos são errados, impróprios e inadequados. Assim, elas vão crescer achando que há algo muito errado com elas pelo fato de terem estes sentimentos.

  • Pai desaprovador de emoções: O pai desaprovador de emoções pensa que as crianças manipulam os adultos por meio das emoções, ainda que não tenham aprendido isso. Para as crianças, a emoção é a única maneira que têm de expressar algo e, muitas vezes, por não entender isso, o pai desaprovador corta-lhes toda a comunicação emocional.

Os pais devem ensinar seus filhos a lidarem com as emoções negativas, mas não reprimi-los por isso. Ninguém é bonzinho, nem ruim demais. O que precisamos é buscar o equilíbrio.

  • Pai que “deixa rolar”: É o pai que aceita livremente todas as emoções da criança; ele não a orienta. Por exemplo, uma criança que ainda não tem idade para expressar o que quer ou que sente bate no coleguinha para pegar o brinquedo. O que os pais têm que fazer? Ensinar que não é assim que ela deve agir, ensinar que ela deve pedir. Você ensina a criança a pedir, em vez de bater no outro para pegar um brinquedo, pois ela tem o dom da fala.

O pai “deixa rolar” aceita todo tipo de emoção. Não procura orientar as emoções da criança, é permissivo. Acredita que qualquer emoção dela é linda, não a educa, mas a reconforta quando apresenta um sentimento negativo. É permissivo e não impõe limites. Crê que tem pouco a fazer quanto às emoções negativas e que basta o filho liberá-las. No entanto, emoções podem e devem ser educadas.

Esse tipo de pai faz com que a criança não aprenda a regular suas emoções, o que a impedirá de se concentrar, de fazer amizades e de se relacionar.