A escolha da pessoa certa

Quando falamos em decisão várias coisas passam pela mente, já que as decisões envolvem diversos aspectos, desde a profissão, lugar para morar e estudar, tipo de carro, comida, amigos etc.. Mas uma escolha muito importante tem ficado de lado e vem sendo substituída pelo acaso ou pelo “tanto faz”. Escolher a pessoa com que o jovem irá dividir os seus sonhos e sua vida precisa voltar a ter importância.

Para aqueles que fazem parte de uma igreja ou comunidade o raio de escolha fica mais restrito. Nesses 40 anos de ministério, graças a Deus, presenciamos em nossas igrejas muitas uniões de jovens com o mesmo propósito. A escolha do parceiro faz parte de um grande leque de opções e, depois, haverá ainda outro nível que é a escolha conjunta ou o acordo, aquilo que fará a relação funcionar de verdade. Os jovens dessa geração atual padecem de exemplos para seguir e, devido à facilidade com que muitos se divorciam, cria-se uma insegurança que os leva a questionar se o casamento vale a pena. Consequentemente, os casais constroem suas vidas e famílias em uma estrutura muito frágil, sem base ou fundamento.

Nosso coração faz escolhas, mas a resposta certa vem do Senhor, nos ensina Salomão em Provérbios 16:9. Essa busca pela confirmação de Deus nos dá confiança nas escolhas ou decisões que tomamos, principalmente na escolha do cônjuge. Deus usa várias maneiras para falar conosco. Não é uma voz audível, mas uma confirmação em nosso coração ou uma situação que abre ou fecha as portas diante de nós. A vida cristã é vivida pela fé e nossas escolhas são consequências dessa vida interior. Escolher bem não é fácil, mas não tomar decisões é um desastre. É melhor você errar na sua escolha do que não escolher. 

A maioria das decisões certas, feitas com propósito e excelência, segundo Barry Schawartz, envolve as seguintes etapas:

1 – Fixar os objetivos;

2 – Avaliar a importância de cada objetivo;

3 – Relacionar as opções;

4 – Avaliar qual é a probabilidade de cada uma das opções atender aos seus objetivos;

5 – Selecionar as opções aprovadas;

6 – Mais tarde, utilizar as consequências da sua escolha para modificar os objetivos, a importância que você atribuiu a eles e o modo de avaliar as possibilidades futuras.

Portanto, para escolher bem, acima de tudo é preciso saber o que você quer (foco, objetivo), e ser capaz de prever com exatidão como esta ou aquela escolha lhe fará sentir (propósito). E isso definitivamente não é fácil.