Quer fazer melhores escolhas?

Muitas vezes a liberdade de escolha pode nos oprimir e não libertar. Ninguém está dizendo que a escolha não é benéfica. Segundo o autor Barry Schwartz, a escolha é essencial para a autonomia, que é fundamental para o bem-estar. A pessoa saudável quer e precisa dirigir a sua própria vida. Vivemos em uma sociedade globalizada e temos a opção de comprar um objeto que desejamos em qualquer loja ou cidade que quisermos. Podemos, dependendo do item, adquiri-lo até mesmo na China, do outro lado do mundo. As opções são imensas, tanto de produtos como de lojas para comprá-lo. Por exemplo, se você vai ao supermercado para comprar um pacote de macarrão, ao chegar à prateleira indicada, dependendo do mercado, o produto ocupa metade do corredor. Assim, se você não souber antecipadamente o que está procurando isso lhe será uma grande dor de cabeça. A primeira escolha que você terá de fazer é se quer uma marca brasileira ou importada. Se optar pela importada, seu leque de escolhas diminui consideravelmente. Contudo, se optar por uma nacional, a escolha não será tão fácil.

Antigamente, nossas avós e até nossas mães faziam as massas para a família em casa. Compravam o cilindro, a farinha de trigo, os ovos, preparavam com água e a massa estava pronta. Hoje, além da marca, você tem de escolher o tipo de massa: Pasta fresca (feita em casa), Pasta seca à base de sêmola de trigo duro, das que encontramos com mais facilidade nas prateleiras dos supermercados, Pasta Lunga (longa) que é a massa com mais de 10cm de comprimento (spaghetti, bavete ou tagliatelle), Pasta Corta (curta), que são as massas menores do que 10cm de comprimento (rigantoni, fafalle, risoni, gnocchi, penne e tortellini). Se você estiver perto do horário de refeição isso já deve ter lhe dado muita fome.

Com certeza, se você não for boa cozinheira ou se não tiver anotado a marca e o tipo de massa, terá um desafio enorme para comprar seu macarrão. O seu problema será que, ao chegar à prateleira, com todas as opções existentes, não terá mais certeza de qual macarrão prefere. Talvez fique se perguntando qual será o preferido pelo seu cônjuge, ou mãe ou filhos.

Mas, “o que isso tem a ver comigo?”, você pode estar pensando. Os especialistas têm chegado à conclusão que na medida em que a quantidade de possibilidades de escolhas aparece, seus aspectos negativos crescem gradativamente até nos sufocar. E, segundo Schwartz, quando isso acontece a escolha deixa de ser uma fonte de libertação e passa a ser uma fonte de apreensão e de fraqueza. Ao aumentar as opções, não estamos necessariamente aumentando a liberdade da pessoa.

Quando Jesus declara que “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, ele está colocando um parâmetro divino em nossas escolhas para desfrutarmos uma vida plena. Quando nos conhecemos mais profundamente começamos a viver uma vida de libertação, porque quanto mais uma pessoa se conhece e se aceita, menos ela depende da opinião de outros, e por isso, pode fazer escolhas melhores ou excelentes.

Se o meu espírito não for um espírito excelente, minhas escolhas serão medianas. Ter um espírito excelente está diretamente ligado a uma vida espiritual rica e satisfatória, em fazer do meu propósito a minha missão neste mundo. Quando um cristão nascido de novo escolhe viver segundo a vontade de Deus e dá permissão para o Espírito Santo dirigi-lo, sua vida se tornará mais fácil.